quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Flor


Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro...
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
Embaixo do meu travesseiro...
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo...
A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes...
Flores!
Flores!
As flores de plástico
Não morrem...
(Marisa Monte)

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